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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Palavra do Mês: Disciplina (3)

7 dicas para você ser mais disciplinada

no trabalho

 



Especialistas em recursos humanos e consultoria empresarial Marco Antonio Lampoglia e Américo Marques Ferreira dão algumas ideias para ajudá-la a ser mais disciplinada no trabalho. Confira:

1. Se você tem 
muitas tarefas para fazer, uma sugestão para priorizá-las é determinar o tempo de execução de cada uma.

2. Depois de estabelecer quais são as mais importantes, comece pela mais difícil ou a que dará mais trabalho.

3. Pode parecer excesso de zelo, mas tenha sempre um 
plano B para contornar os imprevistos com agilidade.

4. Vai participar ou coordenar uma reunião? Então, uma boa sugestão é evitar conversas desnecessárias, que tomam tempo e desviam o foco.

5. Se você trabalha em casa, seja
 rigoroso com horários, determinando quando começa e termina a jornada.

6. Observe-se e perceba quanto tempo você demora para fazer algumas tarefas. Isso ajuda na hora de eleger prioridades.

7. 
Comprometa-se com o que faz. Isso o ajudará a entregar tudo no prazo. 



Artigo Original: mdemulher.abril.com

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Palavra do Mês: Disciplina (2)

4 passos para ser mais disciplinado

 

            Em algum momento você sentiu que certas pessoas possuem grande facilidade para alcançar seus objetivos e que isso nem sempre acontece com você?
            Você já parou para pensar por que isso acontece ou já perguntou a essas pessoas se realmente elas têm facilidade ou costumam usar algum método para conseguir o que desejam?
            Pode-se pensar que Einstein, por ter sido um gênio, teve grande facilidade para chegar às suas descobertas científicas. Entretanto, o que poucas pessoas sabem é que sua genialidade de nada adiantaria se ele não tivesse dedicado horas a fio ao estudo das questões que deram origem à Teoria da Relatividade.
            O tempo dedicado à realização de um objetivo é na verdade um esforço contínuo que caracteriza as pessoas disciplinadas.
            Por que muitas vezes não conseguimos o que desejamos?
            O fracasso pode ser atribuído em grande parte à falta de disciplina. Para que os desejos se tornem realidade é necessário desenvolver e executar estratégias de forma disciplinada. Um fato animador é que disciplina se aprende e pode ser utilizada habitualmente na vida. Para isso é necessário seguir algumas regras:
·         Assuma seus problemas. Atribuir as causas dos seus fracassos a outras pessoas em nada contribuirá para a solução dos seus problemas. Um acontecimento ou uma outra pessoa podem realmente estar na origem dos problemas, mas a solução só virá de você mesmo. Se você não está satisfeito, é preciso fazer todo o possível para superar as dificuldades e vencê-las. As escolhas que você faz na vida são de sua inteira responsabilidade.

·         Comece devagar. As transformações são lentas e ninguém se modifica de um dia para o outro. Estabeleça metas modestas e quando estiver bem preparado exija mais de si.

·         Diga não às exceções. Se cedermos a todo o momento, as exceções acabam se tornando regra e as metas não são atingidas. É necessário manter coerência entre o que é proposto e o que é efetivamente realizado. Caso contrário será muito difícil manter ações disciplinadas e bem sucedidas.

·         Habitue-se à disciplina. Para isso é necessário reconhecer a importância que ela exerce para alcançar as metas estabelecidas. Vivendo o presente com método, o futuro que desejamos poderá ser alcançado mais facilmente. A disciplina deve se tornar um hábito e um meio para nossas conquistas.
·         Para muitas pessoas pode parecer que a disciplina signifique carregar um pesado fardo todos os dias. Isso é um equívoco, já que para alcançar o que desejamos precisamos ser disciplinados, senão correremos o risco de seguir caminhos longos e penosos, com maior probabilidade de frustração.

Artigo Original: maisequilíbrio.terra.com

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Palavra do Mês: Disciplina (1)

CONHECENDO A DISCIPLINA NO TRABALHO
Por Luiz Gabriel Tiago


            A disciplina nos obriga a termos um comprometimento muito grande com nossas atividades diárias, sejam elas simples, rotineiras ou bastante complexas. Desde a hora do despertar - que geralmente é muito cedo - até a hora que vamos deitar e descansar o corpo precisamos nos propor a regras de conduta e atuação na vida. Aqui friso a importância de descansar a mente também, pois é bastante desconfortante quando a cabeça não para de funcionar e ficamos pensando, repensando, buscando soluções e resposta para tantas dúvidas e incertezas.
            O relaxamento mental proporciona bem estar e facilita as escolhas quando precisamos tomar decisões e atitudes; estas não devem ser precipitadas, pois a maturidade está presente naqueles que conseguem ponderar e esperar a hora correta para se pronunciar, questionar ou cobrar alguma posição sobre algo pendente ou duvidoso.
            Ao acordarmos com disposição devemos crer que tudo dará certo naquele dia, pois estamos comprometidos com nosso "eu", nossa sociedade, família e com a produção que a empresa almeja. Somos designados a fazer o melhor e cumprir a risca os deveres que são embutidos na carga diária, que geralmente é bastante intensa.
            De forma alguma estou dizendo que isso seja ruim, pelo contrário. A disciplina particular - de cada um - nos impõe responsabilidade e comprometimento com o que é certo. Agir certo não é fácil, muito menos facilitado por ninguém. Todos esperam um passo em falso para poder apontar o dedo ou colocá-lo em riste em frente a nossas faces. Mas não permita que isso aconteça, aja cautelosa e disciplinarmente para evitar o dissabor de alguém denunciar sua falha ou lacuna na conduta do dia a dia.
            Uma das formas para colaborar com o sucesso e manutenção dos seus direitos é garantir a pontualidade em relação ao horário de entrada na empresa e na entrega das tarefas, sejam elas relatórios, planilhas, resultados, etc. É recompensador sabermos que chegamos no horário correto ao trabalho, obedecemos ao cronograma de atividades, mantivemos um bom relacionamento com os demais colaboradores e líderes e que pudemos produzir bastante.
            A sensação de realização é o fruto de toda uma dedicação que começa com a disciplina desde o início das atividades até o momento que encerramos nosso expediente profissional.
            Para muitos as tarefas ainda continuam em casa quando precisamos organizar nosso espaço familiar, cuidar dos filhos e planejar o orçamento. Mais uma vez o psicológico pode precisar de uma atenção especial, pois a intensidade das informações pode corromper nosso intelecto e capacidade de cognição, sem falar nos sentimentos que podem se aflorar ou simplesmente serem diminuídos com o tempo.
            A dedicação pessoal já começa ao amanhecer, assim que despertamos. Sei que não é tão fácil acordar muito cedo, encararmos o trânsito engarrafado e ter que lidar com a sensação de que nem saímos da empresa. O cansaço matinal é bastante comum, principalmente para aqueles que moram nas grandes cidades. Muitas pessoas perdem horas por dia dentro da condução em direção ao local de trabalho e alguns até aproveitam para dormir ou colocar em dia a leitura de algum livro ou jornal. Ok! Também não é nem um pouco estimulante se pensarmos dessa forma, parece uma avalanche de desânimo e assim acabamos atraindo a preguiça e a vontade de voltar para casa (quem nunca pensou em fazer isso ao caminho do trabalho?).
            Devemos nos obrigar a sermos fortes e resistir à indisciplina. Voltar para casa e nos desviar do destino (o trabalho) seria uma forma de boicote pessoal, sem falar nas conseqüências mentais sobre isso – muitos sentem remorso por se absterem de um dia de trabalho sem motivos ou necessidades verdadeiras e de força maior.
            O pensamento voltado para a produção de coisas boas para o mundo deve ser mantido em nossas mentes e, sem dúvida alguma, nos ajudará a continuar e persistir. Felizmente temos um local para desempenhar nosso trabalho e nos sentirmos realizados profissionalmente. "Ah! E a recompensa disso tudo?" - você pode perguntar. Não existe somente uma recompensa; existem várias formas de se sentir "pago" por isso. Basta uma reflexão pessoal que vasculhe seu consciente e te mostre a real situação. A colheita de um bom trabalho surge através do sentimento de algo pronto, produzido, realizado.
            A satisfação de todo o empenho aparece através do pagamento no final do mês. E, além disso (que já não é pouco), basta pensar em quantas pessoas gostariam de estar em seu lugar e invejam a movimentação corriqueira do cotidiano. Pense em quantos desempregados existem pelo mundo, responda a essa questão e depois discuta sobre seus argumentos.
            É lógico que teorias positivistas não ajudam muito e não são funcionais para a gente; não me incluo nessa corrente e nem me identifico com ela. Eu mesmo encaro todos os dias esses exercícios e me obrigo a pensar em todos esses itens. A disciplina gera reconhecimento por parte de seus colegas de trabalho, de toda a empresa e, principalmente, por sua família e por si próprio.
            Aí, não existe mais argumentação, principalmente se disciplinarmos nosso pensamento e resistirmos ao pessimismo, agindo conforme a lei da atração e decidirmos encontrar o sucesso. Sem organização pessoal através da disciplina (física e mental) não atingiremos o alvo e muito menos teremos auto-reconhecimento. Devemos nos exigir dedicação para o pensamento positivo e saber administrar nosso maior bem: nosso conhecimento.

Artigo Original: gentilezanotrabalho.blogspot.com.br

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Palavra do Mês: Prioridade

Priorize o que for realmente importante para você

Vou ser bem direta neste post: a vida é uma só e passa voando. Por que exatamente devemos perder tempo com atividades que não são prioridade para nós?
Outro dia estava lendo o livro do William Douglas (Como passar em provas e concursos) e ele disse algo que eu queria postar aqui no blog desde então: se estiver envolvido(a) em muitas atividades, priorize aquela que lhe traz seu sustento. Simples, não?
Mas, além do sustento, também gostamos de outras coisas. O que é importante para você? Quais são as suas prioridades?
Eu posso dizer, sem dúvida nenhuma, que minha família e minha saúde são as minhas prioridades. Ter minha família como prioridade significa que eu priorizo também o meu emprego, pois pago nossas contas com ele. Significa também, lógico, que devo priorizar o relacionamento com o meu filho e com o meu marido. Priorizar a minha saúde significa que quero ficar bem para atingir meus objetivos e ser a melhor mãe e companheira possíveis para os dois. Eu também quero me sentir bem de saúde sempre, para conseguir ir atrás do resto sem impedimentos nessa área.
Não tem o menor sentido passarmos a vida inteira vivendo de um jeito que não gostamos, ao lado de pessoas que não nos deixam bem, ou trabalhando em um lugar que odiamos, em uma carreira frustrada.
Pense, hoje, em como está a sua vida atualmente e como você gostaria que ela fosse. Pense nos problemas reais. Tenha perspectiva – veja se você está no caminho certo ou se precisa alterar sua rota. Mas faça isso. Realize esse exercício sempre que possível, pois ele é importante para não transformar você em uma pessoa apática que desperdiça a vida.
O que você quer de verdade? Qual é aquele sonho que passa todos os dias pela sua cabeça? Qual é o objetivo pelo qual vale a pena lutar?
Saber quem você é é uma construção que leva tempo. Mas a única maneira de fazer isso é respondendo as perguntas acima e transformando cada uma delas em ações. A vida passa depressa, mas também dá tempo de fazer o que queremos, se nos organizarmos direitinho e não perdermos o foco.
“Não desista do que você mais quer, por uma coisa que você quer agora.”

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Palavra do Mês: Prioridade

Nossa vida é uma só. Nós também. Isso não significa, no entanto, que a gente seja somente de um jeito, ou tenha uma única atividade. Todos somos múltiplos – trabalhamos, temos uma família, amigos, hobbies. Exercemos diversos papéis ao longo da vida, mas é importante refletir sobre os papéis que exercemos no momento. Por que isso importa? Porque só assim podemos dar atenção a todos eles. Pensar a respeito também nos ajuda a perceber onde queremos chegar e o que precisamos fazer para atingir esses objetivos.
Para exemplificar, vou entrar na minha vida pessoal e mostrar para vocês como eu faço. Atualmente, identifico na minha vida os seguintes papéis:
mãe
esposa
indivíduo
emprego
amiga
editora do blog
dona de casa
estudante
professora
escritora
palestrante
Esses são os papéis que eu exerço na minha vida hoje. É coisa para caramba! Imaginem como seria complicado me organizar se eu não tivesse consciência deles.
Eu recomendo então que você pegue seu caderninho e anote quais os papéis que você desempenha na sua vida. Não pense no passado nem no futuro que você gostaria de ter – foque no presente. Por exemplo, eu poderia ter colocado “música”, porque a minha vida inteira eu tive banda. Porém, isso, hoje, não é algo que eu esteja desempenhando, pois não é minha prioridade. Não tenho qualquer projeto de vida em andamento com relação a esse papel. Logo, eu não o incluí, apesar de ele existir. Faça o mesmo. Reflita sobre todos os projetos em andamento na sua vida e liste os papéis que você desempenha.
Essa reflexão pode ser feita constantemente – geralmente, quando você achar que está desempenhando um novo papel ou deixando um deles de lado.
Perceba como sua consciência a respeito da vida aumenta quando você lista os seus papéis. Dá para ter uma noção melhor da responsabilidade que nós temos.
Definindo prioridades
E aí a gente pode definir prioridades quando sabe quais são os papéis que exercemos. Como? Vou explicar.
Para cada papel que você desempenha, você deve escrever seus objetivos de longo prazo. E, quando digo longo prazo, quero dizer: “quando morrer, quero ficar satisfeita(o) por ter feito isso, isso e aquilo”. Longo prazo mesmo.
Eu uso o método GTD, então meus objetivos de vida estão divididos assim:
Objetivos de longo prazo - Objetivos de vida, que eu quero ficar satisfeita de ter feito quando minha vida terminar. Vão fundo no caráter, definem quem somos. Um exemplo: “Ser uma mãe sempre presente”. Esses objetivos costumam ser mais abstratos porque na verdade constituem verdadeiros lemas de vida. São o nosso ideal. Precisamos conhecê-los, senão não tem sentido pensar em objetivos de curto prazo.
Objetivos de médio prazo (3 a 5 anos) - Com certeza você tem uma ideia do que gostaria de fazer daqui a 3 ou 5 anos. Ter um filho, mudar de cidade, fazer mestrado, passar 6 meses fora do país. Você pode não ter nada definido, mas tem uma vaga ideia do que pretende.
Objetivos atuais (de hoje a 2 anos) - Projetos que estão na sua cabeça atualmente, que você pretende colocar em prática em no máximo 2 anos. Emagrecer, estudar inglês, vender a casa. Só você pode saber quais são os seus objetivos atuais.
Projetos em andamento - Ao listar os papéis que você desempenha na vida, certamente passou pela cabeça tudo o que está relacionado a eles – especialmente objetivos. Você deve ter um montão de projetos em andamento para cada papel que desempenha, senão teria listado tais papéis (lembra que eu falei lá em cima para listar somente os papéis ativos? É isso).
Tarefas cotidianas - Todo projeto tem tarefas, e são elas que você executa diariamente. O David Allen (autor do método GTD) diz que essas são as tarefas que estão no nível do chão. É onde estamos com os pés.
E como gerenciar tudo isso? Basta listar seus objetivos dentro dessas categorias. Mas não é para fazer isso aleatoriamente – você precisa começar pelo nível mais alto, os objetivos de longo prazo e, a partir dali, ir “descendo”. Quando você definir um objetivo de médio prazo, verifique se ele contribui com algum objetivo de longo prazo. Se isso não acontecer, você deve refletir sobre a situação. Ou o objetivo de médio prazo é algo que não vale a pena buscar ou está faltando algo importante nos seus objetivos de longo prazo. Essa é a forma mais interessante de definir objetivos de vida, porque tantas vezes nos perdemos em coisas que achamos que queremos, não é? Partindo dessas definições, fica muito mais fácil priorizar e dizer não, pois você terá tranquilidade para fazer isso. Você sabe que, se estiver envolvida(o) em um projeto, é porque ele tem um significado. E, que se não tem sentido para você realizar algo, você simplesmente não precisa fazer. Sem culpa.
O divertido também é perceber que, de repente, você não consegue definir um objetivo de longo prazo para um papel que você desempenhe atualmente. E aí você já sabe a resposta, né? Você deve repensar se esse papel realmente precisa continuar a ser desempenhado na sua vida. Olha só que reflexão bacana podemos fazer apenas com uma caneta e um caderno na mão. Você pode perceber, nessa reflexão, que está desperdiçando sua vida em algo que não tem sentido algum para você e que não contribui em nada com a pessoa que você gostaria de ser.
Continue definindo seus objetivos sempre com base no nível superior. Definido o objetivo de longo prazo, veja qual o objetivo de médio prazo relacionado a ele. Conhecendo esse, você pode definir um objetivo para curto prazo, para fazer de hoje a 2 anos. Não é extremamente compensador trabalhar em um projeto que está contribuindo enormemente para algo que você deseja ter daqui a 3, 5, 50 anos?
A reflexão deve continuar com os projetos em andamento e as tarefas cotidianas. A ideia é realmente questionar a importância de todas elas. Mas não se engane: infelizmente, precisamos executar muitas tarefas que podem parecer inúteis e que sejam enfadonhas. Não é para parar de fazê-las, pois muitas representam obrigações. Mas pensar sobre cada uma delas é fundamental, pois podemos verificar se estamos investindo o nosso tempo no que é importante, urgente ou circunstancial somente. E ter esse controle do nosso tempo é o que nos dá a sensação de dever cumprido, pois podemos fazer ajustes aqui e ali. É muito comum perceber que passamos os dias deixando o que é importante de lado. Reconhecer que isso acontece e identificar o que está fazendo é o primeiro passo para mudar esse cenário.
Sobre a rigidez
Muitas pessoas não gostam de definir objetivos porque acreditam que isso torne suas vidas rígidas. O que eu digo a essas pessoas é o seguinte: os objetivos não estão escritos em pedra. A vida vai acontecendo, nós mudamos e muitas circunstâncias podem nos levar a outros caminhos. Então, basta reformular novamente todos os seus objetivos. Isso acontece, é normal. Mas eu considero de extrema importância pensarmos nessas definições justamente para não perder tempo e focar no que for de nossa essência.
Eu mesma pensava dessa forma, até perceber que, em vários anos, os objetivos de longo prazo pouco se alteravam. Acho que isso acontece porque vamos amadurecendo e sabendo bem o que queremos e o que não queremos. Os objetivos de longo prazo são o “o que”, enquanto todos os outros são somente formas e caminhos que nos levam até lá. Como isso será feito, obviamente que mudará ao longo dos anos. E essa é a coisa mais legal da vida, na minha opinião. Já pensou se tivéssemos tudo definido e programado? Qual seria a graça?
Eu acredito que toda pessoa tenha vindo ao mundo para cumprir uma missão pessoal, seja qual for, da magnitude que for. Descobrir essa missão é o que nos torna humanos – é o que dá sentido para a nossa vida, essa eterna busca. Isso está longe da rigidez. Tem a ver com saber que a vida é uma só e que existe um mar de possibilidades, mas que apenas parte delas está ao nosso alcance ou seja de nosso desejo. Além de tudo isso, existem os papéis que desempenhamos, as nossas responsabilidades. Tem que ser muito malabarista para dar conta de tudo, então eu acho sim que pensar sobre nossos papéis, objetivos e projetos seja sempre um processo muito válido e de cuidado com o tempo que temos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

PALAVRA DO MÊS: ORGANIZAÇÃO


10 lições de organização com Martha Stewart

 1. Gostar de coisas boas
A Martha tem uma espécie de bordão, que é “it’s a good thing” (é uma coisa boa). Se não me engano, ela até patenteou o termo “good thing”, pois ela usa muito. Toda a sua empresa é baseada em coisas que ela considera boas. É ok você gostar de um waffle com nutella no café-da-manhã, porque é uma coisa boa. Também pode ser uma experiência confortável receber seus amigos para jantar em casa no inverno. Como fazer isso? Que comidinhas fazer? Que bebidas servir? Sobremesa? E os pratos, quais irá usar? A toalha vai combinar com os guardanapos..? Enfim, entreter é uma coisa boa. Para quem gosta. E é isso o que ela fala: gostar de coisas boas é uma coisa boa!
2. Ser apaixonada pelo que faz
A gente sempre ouve dizer que, quando faz o que ama, não é trabalho. Nós também achamos que quem consegue trabalhar com o que ama é sortudo, e não obstinado, dedicado e sonhador. Porque é tão difícil né? Na vida real, temos contas a pagar, tempo mínimo e disposição zero. Mas é importante sim sempre termos um norte – aquela direção que nos serve de consolo quando deitamos a cabeça no travesseiro depois de um dia ruim. Aquele objetivo pelo qual trabalhamos. Sim, ele existe para todos nós, nos mais variados níveis! E isso sim significa ser apaixonada(o) pelo que faz! É fazer tudo ao seu alcance em busca daquilo que você quer para você, para sua família, para ser, ter e fazer aquilo que acha certo.
3. Sempre ter uma visão macro e uma visão micro das situações
Hoje eu vejo como muitas atitudes minhas foram prematuras quando eu era mais jovem. Eu sei que essa frase foi um completo clichê, porque afinal, que jovem não é imprudente? São raros. Mas eu atribuo tudo isso pela falta de visão micro/macro ao precisar tomar qualquer tipo de decisão. Hoje, ao ter objetivos de longo, médio e curto prazo, eu sei para o que eu preciso dizer sim ou não. Quando somos jovens, toda oportunidade é uma chance de mostrar ao mundo a que viemos ou, até mesmo, tentar descobrir por nós mesmos. E é por isso que nem todo mundo consegue se organizar desde cedo, trabalhar, cursar uma faculdade que realmente queria, fazer um estágio, ou passar em um concurso público, além de todas as outras infinitas possibilidades profissionais.
Pensar no que eu poderia ter feito não me levará a lugar nenhum e eu procuro não alimentar esse tipo de pensamento. O que importa agora é analisar a situação macro (objetivos de longo prazo, quem eu quero ser, onde quero estar) e aplicar na situação micro (o agora, o próximo).
4. Ensinar outras pessoas
Sempre gostei muito de compartilhar o que eu aprendo. Não sei explicar, mas é algo que tenho desde pequena. Sempre montei revistinhas, tive diário, participei do jornal da escola, produzi fanzines e, depois, sites e blogs. O próprio Vida Organizada nasceu dessa vontade de compartilhar as maravilhosas dicas de organização que eu estava conhecendo. E por que eu faço isso? Sinceramente, não consigo explicar em uma única frase. O que eu acho é que o mundo é enorme, somos em mais de sete bilhões de pessoas e existem MUITOS problemas a serem resolvidos. Não podemos resolver todos mas, se conseguirmos ajudar em algo, em uma parcela mínima, acho que já é bastante coisa. Então é um pouco o que eu acredito ao fazer minha parte por aqui.
5. Estar sempre apresentável
Eu já tive durante muito tempo aquele pensamento de que não preciso usar maquiagem, não preciso fazer isso ou aquilo, vestir roupa tal, pois o importante é o conteúdo. A vida me ensinou que não é bem assim. Cuidar de mim mesma mostra que eu me importo, e isso mantém minha auto-estima alta. Com a auto-estima alta, eu consigo ter mais pique para cuidar da minha vida diariamente (quem não?). Estar bem apresentável também proporciona uma sensação visual confortável para quem lida com você: família, colegas de trabalho, pessoas na rua. Não se trata de “ser quem não é”, mas de se cuidar. O nível que isso vai ser feito depende muito da personalidade de cada um. Mas eu aprendi que, ficar sem fazer isso, não é legal e não passa uma imagem superior de “não me importo com isso”, como muitas vezes pensamos. Hoje pelo menos eu penso assim.
Quando eu trabalhava em casa, costumava me levantar e ficar de pijama algumas vezes. Eu percebi que a minha produtividade piorava muito quando isso acontecia, então passei a me vestir como se fosse sair para trabalhar todos os dias. Isso faz uma diferença enorme! E, se você precisar sair de última hora, não precisa tomar banho, se arrumar e trocar de roupa, porque já estará pronto(a)!
6. Qualidade é importante
Sempre quando eu vou escrever um post para o blog, eu me pergunto se ele está com a melhor qualidade possível. Ortografia, coesão, elementos informativos suficientes, entre outros fatores. No meu trabalho, sempre me pergunto se, eu fosse dona da empresa, meu trabalho estaria me deixando satisfeita. Quando eu preparo uma refeição para a minha família, eu corto os ingredientes com amor, procuro usar sempre as partes mais fresquinhas, e cozinhar com cuidado. Ao limpar a casa, longe do perfeccionismo, mas eu tento sempre fazer o meu melhor. Se eu vou limpar a pia do banheiro, por exemplo, eu limpo direito – não deixo um pedaço de pasta de dente grudado ali. Essas pequenas coisas. Qualidade é sempre uma escolha diária, que fazemos o tempo todo. É um padrão que eu gosto de ter e que aprendi com a Martha também.
7. Saber trabalhar em equipe
Para todo trabalho solitário, existe uma equipe competente dando suporte por trás. Mesmo que você execute uma tarefa sozinha(o), você depende de outras pessoas para diversos assuntos. Saber se relacionar é importante. Isso vale para as tarefas domésticas também.
8. Focar no lado positivo
Imperfeições acontecem todos os dias. Muitas vezes, o que tínhamos planejado não sai como o esperado e imprevistos aparecem. Não podemos deixar a peteca cair! Se a cebola que você tinha comprado para preparar o almoço veio com um pedacinho estragado, corte fora e use o resto! Não deixe a cebola estragar a sua refeição! E sim, essa foi uma metáfora para diversas áreas da nossa vida. Eu aprendi a desapegar de certas atitudes e continuar com o jogo quando o imprevisto me alcança. Ser organizado(a) não significa ter controle de 100% do que é a sua vida, principalmente porque isso é impossível! Ser organizado(a) é ter foco e saber o que fazer nas mais diversas situações. Quase uma virtude de resiliência e adaptação. E focar no lado positivo quando os problemas acontecem é o que mantém o bom-humor e a vivacidade ao realizar tarefas e correr atrás de sonhos.
9. “Make it beautiful” – faça bonito
Isso lembra um pouco do que eu falei sobre qualidade, mas o fazer bonito é mais por uma satisfação pessoal mesmo. É fazer algo para ter orgulho de ter feito. Não consigo explicar nada mais além disso, mas eu tenho certeza que você me entendeu! Faça o que fizer, faça bem faça direito, faça bonito! Realizar qualquer coisa desta forma nos traz uma sensação de conquista maravilhosa e eu aprecio muito sentí-la com uma certa frequência. =)
10. Eu não preciso ser perfeita para ser organizada
No final das contas, algo muito importante que a Martha me ensinou é que ela é somente um ideal. Ela tem uma equipe gigantesca para trabalhar em seu site, nas suas revistas e blogs. Fotógrafos incríveis, jornalistas, escritores, editores, decoradores, artesãos e cozinheiros. O que ela passa é a imagem ideal, do sonho, do bom gosto, do chic, daquilo que achamos lindo de se ver. A vida real é assim? Não! Mas é bom ter um patamar muito acima do nosso para vermos todas as possibilidades que existem.
Além do que, quando eu li seu primeiro livro, o Entertaining, dá para ver como ela era uma pessoa simples – mesmo quando já “bem de vida”. Ela morava em uma fazenda enorme, mas cuidava pessoalmente da horta, das plantas, tinha uma cozinha cheia de cacarecos e ervas secando no teto, penduradas.
Ela não era perfeita. E continua não sendo. Ela é somente uma pessoa incrível, que ama o que faz e que construiu uma equipe competente. Eu espero que essas sejam as palavras usadas para me descrever também um dia. =)