10 lições de organização com Martha Stewart
1. Gostar
de coisas boas
A Martha tem uma espécie de
bordão, que é “it’s a good thing” (é uma coisa boa). Se não me engano, ela até
patenteou o termo “good thing”, pois ela usa muito. Toda a sua empresa é
baseada em coisas que ela considera boas. É ok você gostar de um waffle com
nutella no café-da-manhã, porque é uma coisa boa. Também pode ser uma
experiência confortável receber seus amigos para jantar em casa no inverno.
Como fazer isso? Que comidinhas fazer? Que bebidas servir? Sobremesa? E os
pratos, quais irá usar? A toalha vai combinar com os guardanapos..? Enfim,
entreter é uma coisa boa. Para quem gosta. E é isso o que ela fala: gostar de
coisas boas é uma coisa boa!
2. Ser
apaixonada pelo que faz
A gente sempre ouve dizer que,
quando faz o que ama, não é trabalho. Nós também achamos que quem consegue
trabalhar com o que ama é sortudo, e não obstinado, dedicado e sonhador. Porque
é tão difícil né? Na vida real, temos contas a pagar, tempo mínimo e disposição
zero. Mas é importante sim sempre termos um norte – aquela direção que nos
serve de consolo quando deitamos a cabeça no travesseiro depois de um dia ruim.
Aquele objetivo pelo qual trabalhamos. Sim, ele existe para todos nós, nos mais
variados níveis! E isso sim significa ser apaixonada(o) pelo que faz! É fazer
tudo ao seu alcance em busca daquilo que você quer para você, para sua família,
para ser, ter e fazer aquilo que acha certo.
3. Sempre
ter uma visão macro e uma visão micro das situações
Hoje eu vejo como muitas atitudes
minhas foram prematuras quando eu era mais jovem. Eu sei que essa frase foi um
completo clichê, porque afinal, que jovem não é imprudente? São raros. Mas eu
atribuo tudo isso pela falta de visão micro/macro ao precisar tomar qualquer
tipo de decisão. Hoje, ao ter objetivos de longo, médio e curto prazo, eu sei
para o que eu preciso dizer sim ou não. Quando somos jovens, toda oportunidade
é uma chance de mostrar ao mundo a que viemos ou, até mesmo, tentar descobrir
por nós mesmos. E é por isso que nem todo mundo consegue se organizar desde
cedo, trabalhar, cursar uma faculdade que realmente queria, fazer um estágio,
ou passar em um concurso público, além de todas as outras infinitas
possibilidades profissionais.
Pensar no que eu poderia ter
feito não me levará a lugar nenhum e eu procuro não alimentar esse tipo de
pensamento. O que importa agora é analisar a situação macro (objetivos de longo
prazo, quem eu quero ser, onde quero estar) e aplicar na situação micro (o
agora, o próximo).
4.
Ensinar outras pessoas
Sempre gostei muito de compartilhar
o que eu aprendo. Não sei explicar, mas é algo que tenho desde pequena. Sempre
montei revistinhas, tive diário, participei do jornal da escola, produzi
fanzines e, depois, sites e blogs. O próprio Vida Organizada nasceu dessa
vontade de compartilhar as maravilhosas dicas de organização que eu estava
conhecendo. E por que eu faço isso? Sinceramente, não consigo explicar em uma
única frase. O que eu acho é que o mundo é enorme, somos em mais de sete
bilhões de pessoas e existem MUITOS problemas a serem resolvidos. Não podemos
resolver todos mas, se conseguirmos ajudar em algo, em uma parcela mínima, acho
que já é bastante coisa. Então é um pouco o que eu acredito ao fazer minha
parte por aqui.
5. Estar
sempre apresentável
Eu já tive durante muito tempo
aquele pensamento de que não preciso usar maquiagem, não preciso fazer isso ou
aquilo, vestir roupa tal, pois o importante é o conteúdo. A vida me ensinou que
não é bem assim. Cuidar de mim mesma mostra que eu me importo, e isso mantém
minha auto-estima alta. Com a auto-estima alta, eu consigo ter mais pique para
cuidar da minha vida diariamente (quem não?). Estar bem apresentável também
proporciona uma sensação visual confortável para quem lida com você: família,
colegas de trabalho, pessoas na rua. Não se trata de “ser quem não é”, mas de
se cuidar. O nível que isso vai ser feito depende muito da personalidade de
cada um. Mas eu aprendi que, ficar sem fazer isso, não é legal e não passa uma
imagem superior de “não me importo com isso”, como muitas vezes pensamos. Hoje
pelo menos eu penso assim.
Quando eu trabalhava em casa,
costumava me levantar e ficar de pijama algumas vezes. Eu percebi que a minha
produtividade piorava muito quando isso acontecia, então passei a me vestir
como se fosse sair para trabalhar todos os dias. Isso faz uma diferença enorme!
E, se você precisar sair de última hora, não precisa tomar banho, se arrumar e
trocar de roupa, porque já estará pronto(a)!
6.
Qualidade é importante
Sempre quando eu vou escrever um
post para o blog, eu me pergunto se ele está com a melhor qualidade possível.
Ortografia, coesão, elementos informativos suficientes, entre outros fatores.
No meu trabalho, sempre me pergunto se, eu fosse dona da empresa, meu trabalho
estaria me deixando satisfeita. Quando eu preparo uma refeição para a minha
família, eu corto os ingredientes com amor, procuro usar sempre as partes mais
fresquinhas, e cozinhar com cuidado. Ao limpar a casa, longe do perfeccionismo,
mas eu tento sempre fazer o meu melhor. Se eu vou limpar a pia do banheiro, por
exemplo, eu limpo direito – não deixo um pedaço de pasta de dente grudado ali.
Essas pequenas coisas. Qualidade é sempre uma escolha diária, que fazemos o
tempo todo. É um padrão que eu gosto de ter e que aprendi com a Martha também.
7. Saber
trabalhar em equipe
Para todo trabalho solitário,
existe uma equipe competente dando suporte por trás. Mesmo que você execute uma
tarefa sozinha(o), você depende de outras pessoas para diversos assuntos. Saber
se relacionar é importante. Isso vale para as tarefas domésticas também.
8. Focar
no lado positivo
Imperfeições acontecem todos os
dias. Muitas vezes, o que tínhamos planejado não sai como o esperado e
imprevistos aparecem. Não podemos deixar a peteca cair! Se a cebola que você
tinha comprado para preparar o almoço veio com um pedacinho estragado, corte
fora e use o resto! Não deixe a cebola estragar a sua refeição! E sim, essa foi
uma metáfora para diversas áreas da nossa vida. Eu aprendi a desapegar de
certas atitudes e continuar com o jogo quando o imprevisto me alcança. Ser
organizado(a) não significa ter controle de 100% do que é a sua vida,
principalmente porque isso é impossível! Ser organizado(a) é ter foco e saber o
que fazer nas mais diversas situações. Quase uma virtude de resiliência e adaptação.
E focar no lado positivo quando os problemas acontecem é o que mantém o
bom-humor e a vivacidade ao realizar tarefas e correr atrás de sonhos.
9. “Make
it beautiful” – faça bonito
Isso lembra um pouco do que eu
falei sobre qualidade, mas o fazer bonito é mais por uma satisfação pessoal
mesmo. É fazer algo para ter orgulho de ter feito. Não consigo explicar nada
mais além disso, mas eu tenho certeza que você me entendeu! Faça o que fizer,
faça bem faça direito, faça bonito! Realizar qualquer coisa desta forma nos
traz uma sensação de conquista maravilhosa e eu aprecio muito sentí-la com uma
certa frequência. =)
10. Eu
não preciso ser perfeita para ser organizada
No final das contas, algo muito
importante que a Martha me ensinou é que ela é somente um ideal. Ela tem uma
equipe gigantesca para trabalhar em seu site, nas suas revistas e blogs.
Fotógrafos incríveis, jornalistas, escritores, editores, decoradores, artesãos
e cozinheiros. O que ela passa é a imagem ideal, do sonho, do bom gosto, do
chic, daquilo que achamos lindo de se ver. A vida real é assim? Não! Mas é bom
ter um patamar muito acima do nosso para vermos todas as possibilidades que
existem.
Além do que, quando eu li seu
primeiro livro, o Entertaining, dá para ver como ela era uma pessoa simples –
mesmo quando já “bem de vida”. Ela morava em uma fazenda enorme, mas cuidava
pessoalmente da horta, das plantas, tinha uma cozinha cheia de cacarecos e
ervas secando no teto, penduradas.
Ela não era perfeita. E continua
não sendo. Ela é somente uma pessoa incrível, que ama o que faz e que construiu
uma equipe competente. Eu espero que essas sejam as palavras usadas para me
descrever também um dia. =)
Fonte: http://vidaorganizada.com

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