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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Palavra do Mês: Prioridade

Priorize o que for realmente importante para você

Vou ser bem direta neste post: a vida é uma só e passa voando. Por que exatamente devemos perder tempo com atividades que não são prioridade para nós?
Outro dia estava lendo o livro do William Douglas (Como passar em provas e concursos) e ele disse algo que eu queria postar aqui no blog desde então: se estiver envolvido(a) em muitas atividades, priorize aquela que lhe traz seu sustento. Simples, não?
Mas, além do sustento, também gostamos de outras coisas. O que é importante para você? Quais são as suas prioridades?
Eu posso dizer, sem dúvida nenhuma, que minha família e minha saúde são as minhas prioridades. Ter minha família como prioridade significa que eu priorizo também o meu emprego, pois pago nossas contas com ele. Significa também, lógico, que devo priorizar o relacionamento com o meu filho e com o meu marido. Priorizar a minha saúde significa que quero ficar bem para atingir meus objetivos e ser a melhor mãe e companheira possíveis para os dois. Eu também quero me sentir bem de saúde sempre, para conseguir ir atrás do resto sem impedimentos nessa área.
Não tem o menor sentido passarmos a vida inteira vivendo de um jeito que não gostamos, ao lado de pessoas que não nos deixam bem, ou trabalhando em um lugar que odiamos, em uma carreira frustrada.
Pense, hoje, em como está a sua vida atualmente e como você gostaria que ela fosse. Pense nos problemas reais. Tenha perspectiva – veja se você está no caminho certo ou se precisa alterar sua rota. Mas faça isso. Realize esse exercício sempre que possível, pois ele é importante para não transformar você em uma pessoa apática que desperdiça a vida.
O que você quer de verdade? Qual é aquele sonho que passa todos os dias pela sua cabeça? Qual é o objetivo pelo qual vale a pena lutar?
Saber quem você é é uma construção que leva tempo. Mas a única maneira de fazer isso é respondendo as perguntas acima e transformando cada uma delas em ações. A vida passa depressa, mas também dá tempo de fazer o que queremos, se nos organizarmos direitinho e não perdermos o foco.
“Não desista do que você mais quer, por uma coisa que você quer agora.”

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Palavra do Mês: Prioridade

Nossa vida é uma só. Nós também. Isso não significa, no entanto, que a gente seja somente de um jeito, ou tenha uma única atividade. Todos somos múltiplos – trabalhamos, temos uma família, amigos, hobbies. Exercemos diversos papéis ao longo da vida, mas é importante refletir sobre os papéis que exercemos no momento. Por que isso importa? Porque só assim podemos dar atenção a todos eles. Pensar a respeito também nos ajuda a perceber onde queremos chegar e o que precisamos fazer para atingir esses objetivos.
Para exemplificar, vou entrar na minha vida pessoal e mostrar para vocês como eu faço. Atualmente, identifico na minha vida os seguintes papéis:
mãe
esposa
indivíduo
emprego
amiga
editora do blog
dona de casa
estudante
professora
escritora
palestrante
Esses são os papéis que eu exerço na minha vida hoje. É coisa para caramba! Imaginem como seria complicado me organizar se eu não tivesse consciência deles.
Eu recomendo então que você pegue seu caderninho e anote quais os papéis que você desempenha na sua vida. Não pense no passado nem no futuro que você gostaria de ter – foque no presente. Por exemplo, eu poderia ter colocado “música”, porque a minha vida inteira eu tive banda. Porém, isso, hoje, não é algo que eu esteja desempenhando, pois não é minha prioridade. Não tenho qualquer projeto de vida em andamento com relação a esse papel. Logo, eu não o incluí, apesar de ele existir. Faça o mesmo. Reflita sobre todos os projetos em andamento na sua vida e liste os papéis que você desempenha.
Essa reflexão pode ser feita constantemente – geralmente, quando você achar que está desempenhando um novo papel ou deixando um deles de lado.
Perceba como sua consciência a respeito da vida aumenta quando você lista os seus papéis. Dá para ter uma noção melhor da responsabilidade que nós temos.
Definindo prioridades
E aí a gente pode definir prioridades quando sabe quais são os papéis que exercemos. Como? Vou explicar.
Para cada papel que você desempenha, você deve escrever seus objetivos de longo prazo. E, quando digo longo prazo, quero dizer: “quando morrer, quero ficar satisfeita(o) por ter feito isso, isso e aquilo”. Longo prazo mesmo.
Eu uso o método GTD, então meus objetivos de vida estão divididos assim:
Objetivos de longo prazo - Objetivos de vida, que eu quero ficar satisfeita de ter feito quando minha vida terminar. Vão fundo no caráter, definem quem somos. Um exemplo: “Ser uma mãe sempre presente”. Esses objetivos costumam ser mais abstratos porque na verdade constituem verdadeiros lemas de vida. São o nosso ideal. Precisamos conhecê-los, senão não tem sentido pensar em objetivos de curto prazo.
Objetivos de médio prazo (3 a 5 anos) - Com certeza você tem uma ideia do que gostaria de fazer daqui a 3 ou 5 anos. Ter um filho, mudar de cidade, fazer mestrado, passar 6 meses fora do país. Você pode não ter nada definido, mas tem uma vaga ideia do que pretende.
Objetivos atuais (de hoje a 2 anos) - Projetos que estão na sua cabeça atualmente, que você pretende colocar em prática em no máximo 2 anos. Emagrecer, estudar inglês, vender a casa. Só você pode saber quais são os seus objetivos atuais.
Projetos em andamento - Ao listar os papéis que você desempenha na vida, certamente passou pela cabeça tudo o que está relacionado a eles – especialmente objetivos. Você deve ter um montão de projetos em andamento para cada papel que desempenha, senão teria listado tais papéis (lembra que eu falei lá em cima para listar somente os papéis ativos? É isso).
Tarefas cotidianas - Todo projeto tem tarefas, e são elas que você executa diariamente. O David Allen (autor do método GTD) diz que essas são as tarefas que estão no nível do chão. É onde estamos com os pés.
E como gerenciar tudo isso? Basta listar seus objetivos dentro dessas categorias. Mas não é para fazer isso aleatoriamente – você precisa começar pelo nível mais alto, os objetivos de longo prazo e, a partir dali, ir “descendo”. Quando você definir um objetivo de médio prazo, verifique se ele contribui com algum objetivo de longo prazo. Se isso não acontecer, você deve refletir sobre a situação. Ou o objetivo de médio prazo é algo que não vale a pena buscar ou está faltando algo importante nos seus objetivos de longo prazo. Essa é a forma mais interessante de definir objetivos de vida, porque tantas vezes nos perdemos em coisas que achamos que queremos, não é? Partindo dessas definições, fica muito mais fácil priorizar e dizer não, pois você terá tranquilidade para fazer isso. Você sabe que, se estiver envolvida(o) em um projeto, é porque ele tem um significado. E, que se não tem sentido para você realizar algo, você simplesmente não precisa fazer. Sem culpa.
O divertido também é perceber que, de repente, você não consegue definir um objetivo de longo prazo para um papel que você desempenhe atualmente. E aí você já sabe a resposta, né? Você deve repensar se esse papel realmente precisa continuar a ser desempenhado na sua vida. Olha só que reflexão bacana podemos fazer apenas com uma caneta e um caderno na mão. Você pode perceber, nessa reflexão, que está desperdiçando sua vida em algo que não tem sentido algum para você e que não contribui em nada com a pessoa que você gostaria de ser.
Continue definindo seus objetivos sempre com base no nível superior. Definido o objetivo de longo prazo, veja qual o objetivo de médio prazo relacionado a ele. Conhecendo esse, você pode definir um objetivo para curto prazo, para fazer de hoje a 2 anos. Não é extremamente compensador trabalhar em um projeto que está contribuindo enormemente para algo que você deseja ter daqui a 3, 5, 50 anos?
A reflexão deve continuar com os projetos em andamento e as tarefas cotidianas. A ideia é realmente questionar a importância de todas elas. Mas não se engane: infelizmente, precisamos executar muitas tarefas que podem parecer inúteis e que sejam enfadonhas. Não é para parar de fazê-las, pois muitas representam obrigações. Mas pensar sobre cada uma delas é fundamental, pois podemos verificar se estamos investindo o nosso tempo no que é importante, urgente ou circunstancial somente. E ter esse controle do nosso tempo é o que nos dá a sensação de dever cumprido, pois podemos fazer ajustes aqui e ali. É muito comum perceber que passamos os dias deixando o que é importante de lado. Reconhecer que isso acontece e identificar o que está fazendo é o primeiro passo para mudar esse cenário.
Sobre a rigidez
Muitas pessoas não gostam de definir objetivos porque acreditam que isso torne suas vidas rígidas. O que eu digo a essas pessoas é o seguinte: os objetivos não estão escritos em pedra. A vida vai acontecendo, nós mudamos e muitas circunstâncias podem nos levar a outros caminhos. Então, basta reformular novamente todos os seus objetivos. Isso acontece, é normal. Mas eu considero de extrema importância pensarmos nessas definições justamente para não perder tempo e focar no que for de nossa essência.
Eu mesma pensava dessa forma, até perceber que, em vários anos, os objetivos de longo prazo pouco se alteravam. Acho que isso acontece porque vamos amadurecendo e sabendo bem o que queremos e o que não queremos. Os objetivos de longo prazo são o “o que”, enquanto todos os outros são somente formas e caminhos que nos levam até lá. Como isso será feito, obviamente que mudará ao longo dos anos. E essa é a coisa mais legal da vida, na minha opinião. Já pensou se tivéssemos tudo definido e programado? Qual seria a graça?
Eu acredito que toda pessoa tenha vindo ao mundo para cumprir uma missão pessoal, seja qual for, da magnitude que for. Descobrir essa missão é o que nos torna humanos – é o que dá sentido para a nossa vida, essa eterna busca. Isso está longe da rigidez. Tem a ver com saber que a vida é uma só e que existe um mar de possibilidades, mas que apenas parte delas está ao nosso alcance ou seja de nosso desejo. Além de tudo isso, existem os papéis que desempenhamos, as nossas responsabilidades. Tem que ser muito malabarista para dar conta de tudo, então eu acho sim que pensar sobre nossos papéis, objetivos e projetos seja sempre um processo muito válido e de cuidado com o tempo que temos.